Sobre o Cesusc
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Nomes de Sala

Dar nome a uma sala de aula foi a forma encontrada pelo Cesusc para agradecer e homenagear ilustres personalidades do cenário intelectual que ministram palestras e conferências no campus. Em placas pregadas logo na entrada de salas de aulas, os nomes estão ali para eternizar visitas que foram muito importantes para a história da Instituição e para trazê-las, diariamente, à memória de alunos, professores e colaboradores. Conheça as personalidades que receberam essa homenagem.

MÁRIO CÉSAR BARRETO MORAES

Mário César Moraes possui Graduação em Engenharia Civil pela Universidade Federal de Santa Catarina (1982), Graduação em Administração pela Universidade do Estado de Santa Catarina (1987), Mestrado em Gerência de Engenharia pela Universidade Federal de Santa Catarina (1997) e Doutorado em Engenharia de Produção pela Universidade Federal de Santa Catarina (2001).

Atualmente é Vice-presidente nacional da Associação Nacional dos Cursos de Graduação em Administração - ANGRAD e Diretor Geral do Centro de Ciências da Administração e Sócio-Econômicas - ESAG, da Universidade do Estado de Santa Catarina - UDESC. Consultor ad-hoc do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais, consultor ad-hoc e membro de comitês do Ministério da Educação, do Conselho de Reitores das Universidades Brasileiras - CRUB e professor titular da Universidade do Estado de Santa Catarina.




DONALDO SCHÜLER

Bacharel, doutor em Letras e livre-docente pela UFRGS, doutor em Letras e livre-docente pela PUC/RS e pós-doutor pela USP. Atuou como professor nos cursos de Literatura Grega, Literatura Brasileira, Teoria da Literatura e Filosofia Antiga e profere conferências em universidades nacionais e estrangeiras.

É autor de cerca de 30 livros, entre os quais estão romances como “A mulher afortunada”, “Faustino”, “Pedro de Malasartes” e “Império Caboclo” e ensaios como “Teoria do Romance”, “Narciso Errante”, “Na conquista do Brasil”, “Heráclito e seu (dis) curso” e “Origens do discurso democrático”. Recebeu o prêmio da Associação Paulista de Críticos de Arte e o prêmio Jabuti pela tradução do livro Finnegans Wake, Finnicius Revém, de James Joyce. Foi patrono da 50ª Feira do Livro de Porto Alegre. Atualmente, traduz tragédias gregas e a Odisséia, de Homero. No dia 10 de abril de 2007, Donaldo Schüler ministrou, no Cesusc, a conferência “Eros na Arte Contemporânea” e, em seguida, inaugurou a placa que confere seu nome à sala 109 da Faculdade.



MARILENA CHAUI

Graduada, mestre e doutora em Filosofia pela USP, Marilena Chaui é professora titular da Faculdade de Letras e Ciências Humanas dessa instituição. Escreveu inúmeros livros, entre os quais “Cultura e Democracia” e “A Nervura do Real”. No cenário cultural brasileiro, tem sido uma das mais ativas intelectuais, tanto pela produção acadêmica quanto por sua presença no debate em torno da política e do pensamento nacionais. Autora de ensaios sobre a História da Filosofia e de extensos estudos sobre a obra do pensador Baruch Espinosa, Chaui atua principalmente nos seguintes temas: imanência, liberdade, necessidade, servidão, beatitude e paixão.

Fez sua entrada na vida pública, ao assumir o cargo de Secretária Municipal da Cultura na cidade de São Paulo durante o mandato da prefeita Luíza Erundina (1988-1992). Hoje faz parte do Conselho Nacional de Educação. No dia 26 de outubro de 2006, Marilena Chauí ministrou, no Cesusc, a palestra “O que está em jogo na eleição presidencial” e, em seguida, inaugurou a placa que confere seu nome à sala 110 da Faculdade.



MONIZ BANDEIRA

O Professor Luiz Alberto Dias Lima de Vianna Moniz Bandeira, nosso homenageado, é bacharel em Direito pela Faculdade Brasileira de Ciências Jurídicas, Rio de Janeiro, Doutor em Ciência Política pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (Universidade de São Paulo), Professor Titular de Política Exterior do Brasil e Professor Emérito da Universidade de Brasília. Teve passagem, como professor visitante, pelas universidades de Heidelberg, Colônia, Estocolmo e Buenos Aires, entre outras. Além disso, é membro do Conselho Executivo do Instituto de Relações Internacionais (I.R.I.), Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro e membro do Centro de Estudos Estratégicos Sul Americano. (CEESA). O Professor Moniz Bandeira, como gosta de ser chamado, nasceu em Salvador em 1935. Formou-se em direito pela Faculdade Brasileira de Ciências Jurídicas do Rio de Janeiro.

Com dezoito anos, acompanhou o momento de crise político-militar e o suicídio de Getúlio Vargas. Iniciou ali seus estudos, que demonstravam a interferência dos Estados Unidos no governo e na política do Brasil, linha de pesquisa que persegue até os dias de hoje. Acompanhou Jânio Quadros na Comitiva à Cuba, quando do triunfo da revolução cubana, estando com Che Guevara e Fidel Castro. Presenciou as manifestações de nacionalismo em toda a América Latina por influência da Guerra Fria. Assistiu à renuncia de Jânio Quadros, à queda de João Goulart e ao Golpe Militar de 1964. Esteve, durante os 10 anos seguintes ao Golpe, na condição de clandestino, semi-clandestino ou preso. Foi preso em três ocasiões (1969, e duas outras vezes em 1973). Aproveitou o tempo livre, mesmo em condições adversas, mas com a ajuda de amigos, para seguir dando o testemunho do que via e do que sentia na sociedade. Concluiu seu doutoramento em ciências políticas na Universidade de São Paulo, em 1973. Fruto desse período conturbado nasceu uma de suas grandes obras: A Presença dos Estados Unidos no Brasil (Dois Séculos de História), publicado em 1973, que agora aparece em sua quarta edição.

Professor Moniz Bandeira é autor de mais de 20 obras e todas, em seu tempo, figuraram em listas das mais lidas. É autor de uma infinidade de artigos e conferências no Brasil e no Exterior. Cabe destaque para o livro Formação do Império Americano (da guerra contra a Espanha à guerra no Iraque), ganhador do Prêmio Juca Pato, Intelectual do Ano 2005, concedido pela União Brasileira de Escritores.

No dia 15 de agosto de 2007, o professor Moniz Bandeira lançou, no Cesusc, o livro "Presença dos EUA no Brasil" e, em seguida, inaugurou a placa que confere seu nome a uma das salas da Faculdade.



NEWTON DA COSTA

Obteve três graduações pela Universidade Federal do Paraná: em 1952, Engenharia Civil pela Escola de Engenharia, no ano de 1955, o bacharelado em Matemática e em 1956 a licenciatura em Matemática, ambos pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras.Ainda na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Universidade Federal do Paraná, no ano de 1961, Newton da Costa recebe o título de Doutor em Matemática e se torna Livre Docente de Análise Matemática e Análise Superior. Em 1964, torna-se Professor Catedrático na mesma área de sua livre-docência. O Professor Newton da Costa, já chamado por seus pares e alunos como Professor da Costa, lecionou 14 anos na Universidade Federal do Paraná.

Newton da Costa foi Diretor Associado do Instituto de Matemática, Estatística e Ciências da Computação da Unicamp em 1967; Professor Titular do Instituto de Matemática, Estatística e Ciências da Computação da Unicamp de 1968-1969; Professor Titular do Instituto de Matemática e Estatística da USP de 1970-1981; Professor Titular do Departamento de Filosofia da Faculdade de Filosofia , Letras e Ciências Humanas da USP de 1982-1999; Pesquisador do Instituto de Estudos Avançados da USP desde 1985.
O professor Newton da Costa atualmente leciona na Universidade Federal de Santa Catarina. Sua paixão, no tocante à Lógica e Fundamentos da Ciência, alicerçada por sólida formação acadêmica e pela sua intensa dedicação aos campos da Lógica e da Filosofia, fez dele um dos criadores das Lógicas Paraconsistentes, laureando-o com diversos títulos nacionais e internacionais.

No dia 16 de agosto de 2007, o professor Newton da Costa ministrou uma aula magna aos alunos do Curso de Direito e, em seguida, inaugurou a placa que confere o seu nome a uma das salas da Faculdade.



MATILDE RIBEIRO

Ela esteve à frente de uma secretaria com status de ministério, para combater o problema da discriminação racial e da falta de oportunidades aos negros no Brasil. O tema, oculto no mito de que vivemos uma igualdade de raças, está na pauta nacional. É polêmico porque mexe com crenças e privilégios. Mas isso não amedronta a ministra Matilde Ribeiro, responsável pela Secretaria Especial da Presidência da República para Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir).

Militante do movimento negro, ela mesma é um exemplo da quebra de diversas barreiras. Nascida em Flórida Paulista, a 29 de julho de 1960, Matilde Ribeiro é a segunda de seis filhas de dois casamentos do pai. Começou a trabalhar muito cedo cuidando de outras crianças, fazendo bicos em casas alheias e em pequenas mercearias. Aos 14 anos conquistou o primeiro emprego com "carteira assinada": havia se tornado uma operária. Estudar foi uma escolha pessoal, pois não tinha referências familiares. Mãe, pai, tios e tias, primos e primas tinham estudado pouco ou quase nada.

Formou-se em Serviço Social na PUC de São Paulo. Após participar da equipe da campanha vitoriosa do então candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT), nas eleições presidenciais de 2002, foi convidada para integrar o primeiro-escalão do governo em março de 2003.

No dia 9 de novembro de 2007, Matilde Ribeiro veio ao Cesusc para prestigiar a assinatura de convênio entre a ONG catarinense Núcleo de Estudos Negros (NEN) e o Posto de Atendimento e Conciliação do Cesusc (PAC). Também proferiu a palestra “Papel do Estado, Representação Social e Políticas Públicas”, que deu início ao curso de mesmo nome no Cesusc. Na ocasião, foi homenageada com uma placa que confere seu nome à sala 08 da Faculdade.



JOAQUÌN HERRERA FLORES

Joaquìn Herrera Flores nasceu em Traiana, bairro cigano de Sevilha, Espanha, em 1955. É professor titular de Filosofia do Direito e Teoria da Cultura, diretor do Curso de especialização em Direito à Cidadania e diretor do Curso de doutorado em Direitos Humanos e Desenvolvimento da Universidade Pablo de Olavide, Sevilha, Espanha.

Além disso, é Professor permanente do Programa das Nações Unidas para líderes indígenas. No Brasil, é professor visitante da UNIBRASIL, das Universidades Federais de Santa Catarina, Paraná, Paraíba, Pernambuco e Pará, da PUC de São Paulo e Porto Alegre – y, por supuesto – do Cesusc. Na Espanha, publicou El vuelo de Anteo (2000), De habitaciones próprias y otros espacios negados (2004), Los derechos humanos como productos culturales. Crítica del humanismo abstrato (2005), El processo cultural. Materiales para la criatividad humana (2006).

É autor do Manifesto inflexivo (2007). No Brasil, serão lançados O processo cultural. Materiais para a criatividade humana (Forense), bem como Teoria crítica dos direitos humanos (Lúmen Iuris). [texto retirado do livro “O nome do riso. Breve tratado sobre arte e dignidade”, de Joaquìn Herrera Flores, publicado pelo Cesusc e a Bernúncia Editora, 2007, pp 127]



JOSÉ PACHECO

José Francisco Pacheco nasceu em 10 de maio de 1951.
É um educador português, referência em sua área. Especialista em música e em leitura e escrita, é Mestre em Ciências da Educação pela Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade do Porto (Portugal).

Coordena, desde 1976, a Escola da Ponte, da qual é idelizador, instituição que se notabilizou pelo projeto educativo inovador, baseado na autonomia dos estudantes. Em 2004, foi condecorado, pelo Presidente da República de Portugal, Jorge Sampaio com a Ordem da Instrução Pública – uma das maiores honrarias do País.
Autor de livros e de diversos artigos sobre Educação, definindo-se como "um louco com noções de prática".
Livros: “Quando eu for grande, quero ir à Primavera” (2000), “Sózinhos na Escola” (2003), “Caminhos para a Inclusão” (2006), entre outros.

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